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Para se ser controlador de tráfego aéreo é preciso tirar o correspondente curso, como é normal. A diferença, em relação a quase todas as outras profissões, reside no facto deste curso não existir em nenhuma escola ou universidade, sendo dado pela própria empresa que integra os CTA´s, ou seja, a NAV-EP.

Nestas condições, só quando a empresa precisa de admitir controladores é que dá cursos, o que nos últimos tempos tem vindo a acontecer ao ritmo de um por ano.

Quando a empresa se prepara para dar um curso de controle, publica anúncios na comunicação social, sendo as habilitações literárias mínimas exigidas aos candidatos o bacharelato ou o terceiro ano de um curso superior.

Para além destas habilitações, as únicas exigências são dominar a língua inglesa e ter menos de 26 anos de idade, sendo os candidatos que satisfazem os requisitos sujeitos a provas e testes psicotécnicos e de personalidade.

Os que são seleccionados na sequência dessas provas iniciam então o curso de controle que, até ao início do exercício desacompanhado da profissão (o que em gíria se chama “ser largado”), dura quase dois anos.

Por outro lado, tirado o curso com aproveitamento, existe garantia de emprego – o que resulta precisamente do facto da empresa só fazer cursos quando precisa de admitir controladores.

O exercício da profissão inicia-se quase invariavelmente por orgãos de controle situados nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

Passados alguns anos nesses orgãos, o CTA tem então possibilidade de ser transferido para o continente (Lisboa, Porto e Faro).